Emily Blunt Brasil | 09.06.2017 | Entrevistas,Filmes,Mary Poppins Returns

A Entertainment Weekly divulgou na quinta-feira (08), uma entrevista exclusiva com Emily Blunt direto do set de ‘Mary Poppins Returns’, onde ela comentou sobre suas inspirações para interpretar a icônica personagem. Confira a entrevista traduzida:

Dos três filmes que todos os espectadores deveriam saber antes de ver a sequência da Disney em 2018, ‘Mary Poppins Returns’, dois são de “fácil entendimento”: clássico de 1965 ‘Mary Poppins’, que trouxe os livros de P.L. Travers para a tela, e a cinebiografia de 2013 ‘Saving Mr. Banks’, que relatou as primeiras interações de Walt Disney com a autora para conseguir fazer o filme de 1964.
O terceiro filme na lista é uma surpresa, mas serviu de inspiração para a nova estrela, Emily Blunt, em sua interpretação da amada babá Mary Poppins: o sucesso de Howards Hawks de 1940, ‘His Girl Friday’ (abaixo). A comédia clássica estrelada por Rosalind Russel como Hildy Johnson, uma jornalista rápida, inteligente e prática, que exerce ferozmente o poder da conversa e pode disciplinar uma sala cheia de homens desagradáveis com apenas um olhar.


“Ela é como uma heroína para mim, e na verdade, essa foi a “entrada” para a personagem que discuti com o diretor Rob Marshall”, conta Blunt a EW no set da sequência. “ Eu adoro o ritmo em que as coisas acontecem. É tão emocionante. São os anos 30 em nosso filme e, portanto, tem uma leveza e uma qualidade, o que eu pensei que estava certo porque Mary vem e varre tudo e faz tudo certo novamente e tudo acontece antes mesmo de você saber disso. Há um ritmo que pareceu realmente correto para o período e a personagem. E, estilisticamente, também é um aspecto diferente, eu adoro toda essa era. ”
A abordagem de Blunt como Mary Poppins é menos parecida com a performance de Julie Andrew em 1964 e muito mais com a da série de oito livros de Travers, o que serviu de inspiração para a história de ‘Mary Poppins Returns’ nos anos 30. “Comecei a assistir o filme e depois decidi que esse não era o melhor jeito se eu quisesse encontrar algo original, então eu li os livros e encontrei tudo o que queria lá”, diz Blunt. “Os livros rapidamente se tornarão uma fonte para mim. Eu sou uma dessas pessoas que, quando tenho um instinto sobre uma personagem e encontro uma “entrada”, apenas vou. A personagem saltou da página e imediatamente tive um instinto sobre como interpretá-la, e está na direção que os livros estavam me levando. “
A Mary Poppins que vive nos livros de Travers, que para maioria das pessoas é menos conhecida que o filme da Disney, na verdade, lembra o ritmo corrido de ‘His Girl Friday’. No livro, Mary Poppins tem uma simpatia implícita, mas ela também é bastante barulhenta, obcecada pela perfeição, facilmente ofendida e pronta para disparar uma farpa ácida para aqueles que a incomodam. A maioria dos capítulos termina com Mary, depois de ter levado as crianças Banks para as nuvens ou no fundo do mar, insistindo que o inimaginável que aconteceu foi exatamente isso – inimaginável. Este são os níveis que Blunt calibrou em seu desempenho. “É um pouco surreal às vezes, mas estou tentando abordá-la como eu faria com qualquer outra personagem, de modo que não fiquei sobrecarregada com a imagem icônica que as pessoas têm de Mary Poppins”, diz a atriz.
O diretor Marshall, diz que Blunt foi sua primeira e imediata escolha para o papel quando o projeto surgiu pela primeira vez: “Nós realmente trabalhamos para descobrir quem ela é no mundo e quem é nas aventuras, porque nas aventuras, ela se deixa ir e pode ser excêntrica e estranha em sua essência, e no mundo real, ela nega absolutamente tudo o que aconteceu. Foi tão surpreendente ver Emily nos ensaios. Ela trabalhou no livro e encontrou o caminho. Ela tem essa incrível combinação de mistério, humor e calor, mas também é incrivelmente rígida. Há, de certa forma, um pouco mais de escuridão nela. É a gama completa. Emily encontra aquela excentricidade, estranheza e grande profundidade de sentimento e vulnerabilidade. A própria Mary Poppins pode ser um tipo de personagem abrasivo, então você tem que encontrar alguém que tenha esse calor e humor para que você possa ter todas as facetas de Mary Poppins. E você tem eu encontrar alguém que saiba cantar e dançar. “
Blunt mais que provou suas habilidades musicais no filme de Marshall em 2014, Caminhos da Floresta, mas aqui, ela diz que o diálogo rápido serve de uma função muito útil para fazer ‘Mary Poppins Returns’ combinar tão bem com a própria personagem. “Com um musical, você precisa dessa leveza para que as transições nunca se pareçam como, ‘Ei, aqui está uma música’ diz Blunt. “Rob não gosta de uma transição perfeita para um número musical. Ele gosta que soe real, como se houvesse algo que é tão grande para dizer em palavras, que você acaba cantando. “

Fonte: Marc Snetiker para Entertainment Weekly
Traduzido por: Emily Blunt Brasil

 

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