Emily Blunt Brasil | 05.07.2016 | Mary Poppins Returns

Apesar de aclamada pelo papel da agente corajosa e incorformada com a promiscuidade no modus operandi do FBI no combate ao cartel das drogas em Sicário – Terra de Ninguém (2015), a atriz inglesa Emily Blunt não vai estrelar a sequência do filme intitulada Soldado, dirigida por Stefano Sollima (Gomorra) e ainda sem data de estreia. Blunt prefere se concentrar em Mary Poppins – papel ao qual ela dará vida novamente nos cinemas. A sequência do clássico de 1964 será lançado em 25 de dezembro de 2018.

Emily Blunt, que acaba de dar a luz a uma menina, se prepara para começar as intensas filmagens de Mary Poppins Returns no final deste ano e a Disney, produtora do clássico que também assina a sequência, anunciou Lin-Manuel Miranda, famoso por sua atuação no musical Hamilton, como um novo personagem: um acendedor de lâmpadas de rua chamado Jack.

Ainda não se sabe se a sequência será fiel aos livros de P.L. Travers. Mas já é sabido que a história vai se passar durante a Grande Depressão do Reino Unido, na Londres dos anos 30 – época em que o autor escreveu Mary Poppins. O novo filme mostra os agora crescidos Jane e Michael Banks, então crianças cuidadas pela babá Mary Poppins no filme original. Juntamente com os três filhos de Michael, eles são revisitados por Poppins, 20 anos depois.

O desfecho é o mesmo: com seus poderes mágicos e muito encantamento, Poppins vai trazer de volta a alegria de viver desta família. O novo Mary Poppins será dirigido por Rob Marshall (Chicago, Nine e Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas) – um nome forte em musicais que certamente tem competência para repaginar Mary Poppins de forma moderna e inusitada. A sequência é projeto ambicioso, já que o filme ocupa a sexta colocação na Lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos, idealizada pelo American Film Institute (AFI), divulgada em 2006.

“Estou extremamente honrado de ter sido convidado pela Disney para trazer as aventuras de P.L. Travers à tela. O icônico filme original significa muito para mim. Sou fã de Mary Poppins e acredito que a mensagem que ela trouxe às crianças daquela época soa ainda mais encantadora e desafiadora nos dias de hoje, para uma nova geração mergulhada na tecnologia”, diz Marshall.

Mundo nonsense

A babá e seu mundo nonsense ganhou vida originalmente no cinema sob a batuta do diretor Robert Stevenson, estrelando Julie Andrews e Dick Van Dyke. O sucesso foi tanto que deu um Oscar de Melhor Atriz e o BAFTA de Melhor Atriz Revelação a Andrews. A sequência da história nunca foi filmada e foi escrita por Pamela Lyndon Travers, também atriz e jornalista, entre 1935 e 1988.

O filme Walt nos Bastidores de Mary Poppins (2013) conta bem o quão longa e desgastante foi a negociação da Disney para comprar de Travers os direitos dos livros. Travers só concordou em vendê-los no final da década de 50, quando os livros de Mary Poppins vendiam bem menos.

A história do filme foi modificada para que a personagem de Mary Poppins não parecesse tão fria quanto nos livros. No filme também foram cortados John e Bárbara, os gêmeos da família Banks. Vale notar também que Pamela Travers não queria que o filme mostrasse romance algum entre Mary e Bert, mesmo tendo sugerido uma certa paquera entre os dois em seus livros. Por isso, o número musical do filme Jolly Holiday (Um dia tão feliz), em que Bert canta para Mary, foi uma decepção para a autora, pois deixava bem claro que eles tinham um affair.

No musical que estreou em Londres, em 2004, os diretores e roteiristas incentivaram o romance, fazendo Mary dar um beijo na bochecha de Bert. A produção foi um sucesso tão grande que foi parar na Broadway, em 2006.

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